sexta-feira, 16 de março de 2012

O QUE VOCÊ PODE FAZER POR SUA CIDADE?

Não pergunte o que seu país pode fazer por você.
Pergunte o que você pode fazer por seu país.
 (J.F.K.)
Você já se fez essa pergunta? Se ainda não, experimente. Rapidamente você se dará conta de que pode fazer muito mais por sua cidade do que você imagina. Por exemplo, doar uma hora por semana de seu tempo para trabalhos voluntários, como ajudar o lar dos idosos ou conversar com adolescentes abrigados, passando a eles uma lição para a vida, e assim por diante.

Creio que uma das piores armadilhas que nós mesmos nos preparamos é a da reclamação pura, ou a da atribuição de culpa aos outros. Diante de problemas comuns, geralmente, assistimos a um volume bem maior de falatório do que de atitudes voluntárias concretas, destinadas à mudança da situação problemática.

Certa vez, pelo facebook, travei um caloroso debate com alguns jovens, contrários ao toque de acolher. Eles eram ásperos em suas críticas, além de defenderem, com vigor, a legalização da maconha. Convidei a todos para começarmos um trabalho com menores no bairro do Araguaia e marquei o encontro no jardim Ipanema, onde desenvolvemos uma ação social com alguns parceiros. Imaginei que, já que eram tão imponentes em suas palavras, cheios de razões e argumentos, provavelmente, teriam a mesma disposição para trabalhar em benefício do próximo. Porém, nenhum dos vigorosos críticos apareceu.

Assim, por vezes, fica até mesmo a impressão de que, para não assumir um compromisso social, que demanda esforço e não há ganho pessoal, a pessoa usa o artifício da crítica para se mostrar publicamente indignada com o problema e, assim, passar a imagem de que está fazendo alguma coisa, que se resume a falar, e nada mais. E, ultimamente, esse tipo de comportamento vem se proliferando nas redes sociais e em comentários de sites noticiosos.

Mas, felizmente, temos observado que muitas pessoas, muitas mesmo, aqui em nossa cidade, dedicam-se, da forma como podem, para trabalhos sociais voluntários. Algumas repartem suas riquezas materiais. Outras, a riqueza de seu suor. E não há como medir quem é mais importante. A única certeza é a de que essas pessoas são muito mais valiosas para a sociedade do que aquelas que se limitam discursar em tom enfurecido, querendo mostrar indignação.

Bem disse o então presidente dos EUA, Jonh Kennedy, em meio ao turbilhão de críticas ao seu governo, num momento crucial da história: "não perguntem o que o país pode fazer por vocês, mas sim o que vocês podem fazer pelo país".

Evandro Pelarin

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