sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Joaquim Barbosa, brigão?

O ministro Joaquim Barbosa se irritou com as considerações do mais novo colega no Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli. A Folha Online informa que, no julgamento da denúncia do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Barbosa disse que Toffoli estava fazendo "comparações impertinentes" e que "parecia não ter lido os autos". Toffoli rejeitou totalmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra o ex-governador de Minas Gerais.
Dias Tofoli pediu vista depois que o relator do inquérito, ministro Joaquim Barbosa, votou por receber a denúncia. Toffoli afirmou que a denúncia é inepta.
Joaquim Barbosa questionou a postura de Dias Toffoli. "Nessa fase não se julga nem se examina se é legitimo ou não. Vossa excelência parece que não me ouviu e não leu os atos", afirmou. Dias Toffoli ignorou o colega e devolveu a provocação. "Eu ouvi o senhor por dois dias. Será que posso continuar meu voto?"


Outros casos...


Ele acusou o ministro Marco Aurélio de fraudar distribuição de processos. Só não foi punido porque o presidente do tribunal à época, ministro Nelson Jobim, pôs panos quentes no caso.
Acusou o ministro aposentado Maurício Corrêa de promover tráfico de influência. Corrêa representou contra o ex-colega, que foi obrigado a se retratar judicialmente.
Também não ficou de fora o ministro Eros Grau, acusado de conceder Habeas Corpus a “um cidadão que apareceu no Jornal Nacional oferecendo suborno”. O cidadão em questão era Humberto Braz, investigado na Operação Satiagraha. Neste caso, o bate-boca por pouco não se transformou em pugilato quando Eros Grau lembrou que ele próprio havia concedido um HC ao banqueiro Daniel Dantas para garantir seus direitos na CPI das Escutas. Barbosa passou uns dias sem aparecer no tribunal.
Acusou o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, de estar destruindo o Judiciário. Insatisfeito com o resultado de um julgamento do qual não participara, Barbosa quis reabrir a questão, questionando a deliberação. Mendes não gostou da forma como o colega tentou desqualificar a decisão e disse que o ministro pretendia guiar suas decisões de acordo com as classes sociais envolvidas na ação. Barbosa reagiu. Disse que Mendes estava “destruindo a Justiça desse país”. E mais: “Vossa Excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso".

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