Eleição na OAB-AL tem acusação de compra de votos
O conselheiro federal e candidato à presidência da seccional
alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil, Welton Roberto, entregou, nesta
quarta-feira (14/11), a gravação de uma suposta reunião que comprovaria o que
classificou como "esquema criminoso de compra de votos" por parte do
sua concorrente nas eleições Rachel Cabús. As informações são do portal TNH1.
Roberto diz que o esquema funcionaria com o pagamento de
anuidade de advogados inadimplentes para que pudessem votar na chapa de Rachel.
Segundo o portal, o áudio da gravação apresentada por Welton
Roberto à Polícia Federal mostra a negogiação do pagamento de anuidades para os
advogados que votarem na chapa encabeçada por Rachel Cabús e Paulo Brêda,
respectivamente candidatos à presidente e vice da Ordem, apoiados pela atual
gestão. As vozes seriam dos próprios candidatos e do atual presidente da OAB,
Omar Coelho, além do procurador-geral do Estado, Marcelo Teixeira e do
desembargador eleitoral Fernando Maciel.
No trecho inicial do áudio, a voz que seria de Omar Coelho,
segundo o portal, afirma que numa campanha “normal” se gastaria em torno de R$
300 mil, mas o que iria encarecer seria o pagamento de anuidades, contribuição
que todos os advogados associados à OAB precisam pagar.
Ao
entregar a gravação à PF, Roberto pediu a abertura de um inquérito policial
para investigar a denúncia. O conselheiro também deve pedir a intervenção do
Conselho Federal da OAB nacional na seccional de Alagoas e o afastamento
imediato de Omar Coelho da presidência, além da impugnação da candidatura de
Rachel Cabús. De acordo com o portal TNH1, Welton Roberto
vai pedir a abertura de procedimento com relação aos conselheiros federais
Felipe Sarmento e Paulo Brêda, citados na gravação.
Welton Roberto diz que, pelas datas citadas no áudio, a reunião
teria acontecido dia 16 de agosto, quando Omar Coelho, Rachel Cabús, Marcelo
Teixeira, Fernando Maciel e outros participantes da chapa de Cabús teriam se
reunido para definir como comprariam os votos de advogados nas eleições da
Ordem.
Em seu perfil no Twitter, o presidente da OAB-AL, Omar Coelho,
afirmou que não ter nada a temer e que solicitou, em caráter de urgência, a
vinda da controladoria da OAB para Alagoas. “Conversar e expor as idéias não é
crime e o que foi tratado não foi levado a efeito. A gravação não é completa.
[O] crime é por escuta sem autorização”, disse no microblog.
Revista Consultor Jurídico,
14 de novembro de 2012
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